CONCEPÇÃO PEIRCIANA DO SIGNO
Sobre a importância que atribui aos signos, Peirce escreve, numa carta a Lady Welby: «Gostaria de lhe escrever a respeito dos signos que, para si com para mim, têm tão grande importância. Mais para mim do que para si, julgo eu. É que, penso eu, o mais elevado grau de realidade só é alcançado pelos signos, isto é, por ideias tais como a Verdade e o Direito e outras. Isto parece paradoxal; mas quando lhe expressar inteiramente a minha teoria dos signos, parecer-lhe-á menos».
1. «Um signo é aquilo que, sob certo aspecto ou modo, representa algo para alguém. Dirige-se a alguém, isto é, cria na mente dessa pessoa um signo equivalente, ou talvez um signo mais desenvolvido. Ao signo assim criado denomino interpretante do primeiro signo. O signo representa alguma coisa, seu objecto. Representa esse objecto não em todos os seus aspectos, mas com referência a um tipo de ideia que eu, por vezes, chamei fundamento. “Ideia” deve ser aqui entendida num certo sentido platónico».
O signo significa sempre na ausência, criando na mente do sujeito destinatário (intérprete) um signo equivalente (conceito saussureano), a que Peirce designa de interpretante. O signo representa alguma coisa, com existência externa – a coisa significada ou objecto –, se bem que esta representação seja parcelar e não total. O fundamento é o veículo, o suporte do signo, de certa forma o significante saussureano.
2. «Um signo é tudo aquilo que está relacionado com uma segunda coisa, seu objecto, com respeito a uma qualidade, de modo tal a trazer uma terceira coisa, seu interpretante, para uma relação com o mesmo objecto, e de modo tal a trazer uma quarta para uma relação com aquele objecto na mesma forma, ad infinitum. Se a série é interrompida, o signo, por enquanto, não corresponde ao carácter significante perfeito».
Peirce, nesta explicação do signo, introduz o conceito de semiose – a criação ininterrupta de significados associados ao signo inicial.
3. «Qualquer coisa que conduz alguma outra coisa (seu interpretante) a referir-se a um objecto ao qual ela mesma se refere (seu objecto) de modo idêntico, transformando-se o interpretante, por sua vez, em signo, e assim sucessivamente, ad infinitum. (...) Se a série de interpretantes sucessivos vem a ter fim, em virtude desse facto o signo torna-se pelo menos, imperfeito».
Sobre a importância que atribui aos signos, Peirce escreve, numa carta a Lady Welby: «Gostaria de lhe escrever a respeito dos signos que, para si com para mim, têm tão grande importância. Mais para mim do que para si, julgo eu. É que, penso eu, o mais elevado grau de realidade só é alcançado pelos signos, isto é, por ideias tais como a Verdade e o Direito e outras. Isto parece paradoxal; mas quando lhe expressar inteiramente a minha teoria dos signos, parecer-lhe-á menos».
1. «Um signo é aquilo que, sob certo aspecto ou modo, representa algo para alguém. Dirige-se a alguém, isto é, cria na mente dessa pessoa um signo equivalente, ou talvez um signo mais desenvolvido. Ao signo assim criado denomino interpretante do primeiro signo. O signo representa alguma coisa, seu objecto. Representa esse objecto não em todos os seus aspectos, mas com referência a um tipo de ideia que eu, por vezes, chamei fundamento. “Ideia” deve ser aqui entendida num certo sentido platónico».
O signo significa sempre na ausência, criando na mente do sujeito destinatário (intérprete) um signo equivalente (conceito saussureano), a que Peirce designa de interpretante. O signo representa alguma coisa, com existência externa – a coisa significada ou objecto –, se bem que esta representação seja parcelar e não total. O fundamento é o veículo, o suporte do signo, de certa forma o significante saussureano.
2. «Um signo é tudo aquilo que está relacionado com uma segunda coisa, seu objecto, com respeito a uma qualidade, de modo tal a trazer uma terceira coisa, seu interpretante, para uma relação com o mesmo objecto, e de modo tal a trazer uma quarta para uma relação com aquele objecto na mesma forma, ad infinitum. Se a série é interrompida, o signo, por enquanto, não corresponde ao carácter significante perfeito».
Peirce, nesta explicação do signo, introduz o conceito de semiose – a criação ininterrupta de significados associados ao signo inicial.
3. «Qualquer coisa que conduz alguma outra coisa (seu interpretante) a referir-se a um objecto ao qual ela mesma se refere (seu objecto) de modo idêntico, transformando-se o interpretante, por sua vez, em signo, e assim sucessivamente, ad infinitum. (...) Se a série de interpretantes sucessivos vem a ter fim, em virtude desse facto o signo torna-se pelo menos, imperfeito».
Comparação entre o pensamento Saussuriano e o Peirciano.
http://ubista.ubi.pt/~comum/fidalgo-logica-com.html